9:00h

Abertura

Apresentação dos Ateliers

9:40h

Matemática e Arte

Maria Cachorreiro

10:00h

A obra do n{math}

Rodrigo Girão Serrão, n{math} – Instituto Superior Técnico

10:20h

O infinito é já ali

António Monteiro, Universidade Lusíada

10:45h

Exposição Construindo com Escher

Inauguração da exposição

Break

11:45h

Mundos possíveis de Maurits Cornelis Escher

Carlos Santos, Colégio de São Tomás

12:30h

A Esfera Visual, ou como desenhar em Realidade Virtual com régua e compasso

António Araújo, Universidade Aberta

13:00h

Agradecimentos e Encerramento




Maria Cachorreiro, aluna da Universidade de Lisboa

Maria Cachorreiro

A matemática está presente na vida de toda a gente, fazendo a sua primeira aparição quando aprendemos pela primeira vez qual é a nossa idade. A matemática é o companheiro mais fiel que podemos ter, deixando-nos apenas quando falecemos. Outro aspeto fundamental nas nossas vidas é a arte, que nos acompanha desde as nossas visitas de estudo a museus de arte em crianças até aos graffitis numa parede. Mas o que será que acontece quando juntamos matemática e arte? Esta apresentação irá focar-se nesta combinação. Irei falar de vários tipos de arte, pintura, desenho, arquitetura, de vários artistas, Pierro della Francesca, o famoso Leonardo Da Vinci, Bela Bartok e matemática. Fica então a pergunta: “O que poderão todos estes nomes ter em comum?”.

António Monteiro, Universidade Lusíada

O infinito é já ali

1ª parte: O infinito na Filosofia e na Religião – percurso breve. A Cabala judaica. Alguns pensadores dos séculos XV e XVI. Alguns pensadores dos séculos XVII e XVIII.
2ª parte: O infinito na Matemática. O infinito potencial: os infinitamente grandes. O infinito absoluto: Georg Cantor; o Hotel de Hilbert; equipotência; para lá do infinito; o alef; o Teorema de Cantor.

Carlos Santos, Colégio de São Tomás

Mundos possíveis de Maurits Cornelis Escher

A Arthemisia, uma empresa de exposições artísticas, escolheu Lisboa para apresentar ao grande público a obra completa do artista gráfico holandês Maurits Cornelius Escher (1898-1972). Esta fantástica exposição pôde ser vista, no passado recente, no Museu de Arte Popular. M. C. Escher foi exímio na representação de transformações contínuas, utilização de ambiguidades, manuseamento de efeitos ópticos, exploração de padrões e preenchimentos geométricos, ilustração de impossibilidades tridimensionais em telas bidimensionais, captura do infinito. Além de apresentar uma técnica impecável, o artista utilizou frequentemente a matemática na sua obra, nomeadamente alguns conceitos geométricos de considerável sofisticação. Por esse motivo, é muito apreciado por cientistas e matemáticos. No entanto, é importante frisar que as suas obras são objectos artísticos maravilhosos e, numa primeira análise, é nessa qualidade que devem ser apreciadas. Por produzir muitíssimo boa arte e óptimos objectos de estudo para geómetras, M. C. Escher tornou-se um artista muito popular. Nesta comunicação, através de comentários a um conjunto seleccionado de trabalhos, ilustraremos algumas ideias relativas ao fio condutor existente na obra de M. C. Escher.

António Araújo, Universidade Aberta

A Esfera Visual, ou como desenhar em Realidade Virtual com régua e compasso

Vamos ver como é possível usar a geometria esférica para desenhar - com régua e compasso, ou mesmo "à mão" - imagens que capturam numa única folha tudo o aquilo que nos rodeia. Estes desenhos podem por sua vez ser visualizados de forma "imersiva" pelo mesmo software de Realidade Virtual que permite visualizar fotografias a 360 graus (disponível nas redes sociais, por exemplo).
Veremos ainda que tudo isto é apenas a encarnação mais recente das ilusões visuais que têm tomado as mais diversas formas desde o renascimento, com variadas técnicas e suportes, mas baseadas num mesmo princípio geométrico: a anamorfose.