2º Encontro Viva a Matemática




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Oradores

  • Henrique Leitão

    Henrique Leitão é doutorado em física teórica pela Universidade de Lisboa. Fez também estudos, a nível superior, de História, Filosofia e Línguas Clássicas. É Investigador Auxiliar do Centro de História das Ciências da Universidade de Lisboa e é um dos maiores conhecedores mundiais da obra de Pedro Nunes.
    Entre um vastíssimo número de publicações e projectos, destacamos as recentes A Ciência na Aula da Esfera do Colégio de Santo Antão, 1590-1759 e a coordenação da Comissão Científica da edição das Obras de Pedro Nunes (Academia das Ciências de Lisboa).

  • Ricardo Teixeira

    Ricardo Teixeira é Licenciado e Mestre em Matemática pela Universidade de Coimbra e Doutorado em Matemática pela Universidade dos Açores. Professor Auxiliar do Departamento de Matemática da Universidade dos Açores. É docente da licenciatura em Educação Básica e orienta relatórios de estágio no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico. Tem participado em encontros nacionais e internacionais de Educação e de Divulgação da Matemática. Conta com publicações em revistas e volumes de atas nacionais e internacionais. Pertence ao Conselho Editorial do Jornal das Primeiras Matemáticas.

  • Jorge Nuno Silva

    Doutorado em Matemática por UC Berkeley, é professor na Universidade de Lisboa e Presidente da Associação Ludus. Os seus interesses matemáticos centram-se na História, Pedagogia e Divulgação, nomeadamente mediante a promoção da Matemática Recreativa. Tem publicações nas áreas de Matemática Pura, de História da Matemática, de Matemática Recreativa, entre outros.

  • Manuel Sebastião

    Manuel Sebastião é consultor do Banco de Portugal desde setembro de 2013. Anteriormente, foi Presidente do Conselho da Autoridade da Concorrência, de março de 2008 a setembro de 2013, e Administrador do Banco de Portugal, de fevereiro de 2000 a março de 2008, instituição onde desempenhou funções de economista em 1986. Foi ainda vogal do Conselho Directivo do Instituto de Seguros de Portugal entre 1998 e 2000, Administrador do Banco de Fomento e Exterior, de 1992 a 1996, e economista do Fundo Monetário Internacional, de 1988 a 1992. Iniciou a sua atividade profissional como economista na empresa de consultoria do Grupo CUF, Eurogestão, em 1973, e foi adjunto do Ministro da Indústria em 1975 e chefe de gabinete do Ministro da Indústria em 1979. Tem conciliado as suas atividades profissionais com a de professor de economia em diversas fases da sua vida. Licenciou-se em Economia pela Universidade Técnica de Lisboa em 1973 e concluiu o doutoramento de 3º ciclo em Planeamento Económico pela Universidade de Paris I, Panthéon-Sorbonne, em 1978, e o doutoramento em economia (Ph.D.) pela Universidade de Columbia em Nova Iorque, em 1986. Nasceu em Luanda, Angola, em 1949.

  • Maria José Sebastião

    Maria José Ramos de Sousa da Silva Sebastião, nasceu em Luanda, Angola, a 23 de maio de 1953. Licenciou-se em Gestão e Organização de Empresas, no Instituto Superior de Economia de Lisboa.
    Tirou o Curso de Formação de Professores do Ensino Básico Especial (deficiência motora), no Instituto António Aurélio da Costa Ferreira, e o Curso de Formação Especializada em Administração Escolar, na Escola Superior de Educação João de Deus, em Lisboa. Profissionalizou-se como professora de Matemática e Ciências Naturais do 2o ciclo, lecionando Matemática aos segundos e terceiros ciclos.
    Ao longo de quase quarenta anos de serviço, ocupou vários cargos (coordenadora de equipa de ensino especial, diretora de turma, coordenadora dos diretores de turma, coordenadora das áreas curriculares não disciplinares, coordenadora de departamento, coordenadora da equipa de avaliação interna, membro do Conselho Pedagógico).
    No ano letivo 1994/95 foi professora cooperante, de Contabilidade Geral, no IMEL – Instituto Médio de Economia de Luanda, na República Popular de Angola.
    Idealizou, planificou, organizou e concretizou, com alunos de 9o ano, uma visita de estudo a Nova Iorque, em março de 2001, (com uma aluna tetra parésica) e outra à Austrália, em julho de 2007.

  • Carlos Pereira dos Santos

    Tem Licenciatura, mestrado e doutoramento em Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. É atualmente professor, formador e colaborador no Colégio de São Tomás e investigador e membro integrado do Centro de Estruturas Lineares e Combinatórias, na Universidade de Lisboa.
    Da sua atividade como investigador, na área da Combinatorial Game Theory, salienta-se o doutoramento sob a orientação de Richard Nowakowski da Dalhousie University, uma referência internacional incontornável no que diz respeito a este tema. Publica frequentemente trabalhos em revistas internacionais de referência no que diz respeito à área em causa.
    Da sua atividade ligada à divulgação científica, salientam-se os livros A Matemática do Código da Vinci, em co-autoria com Nuno Crato e Luís Tirapicos, e os projetos da revista Visão/Público Jogos com História e Jogos do Mundo em co-autoria com João Pedro Neto e Jorge Nuno Silva. É Vice-Presidente da Associação Ludus, uma das mais relevantes associações nacionais dedicadas à matemática recreativa e tem sido membro de comissões científicas e organizadoras de projetos pioneiros em Portugal, como o Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos e o Recreational Mathematics Colloquium. Da sua atividade relacionada com o ensino da matemática em Portugal investiga e leciona em áreas ligadas ao ensino da matemática elementar. Destaca-se também o facto de, durante três anos, ter feito a gestão do Centro de Formação de Professores da Sociedade Portuguesa de Matemática e ser atualmente director do Centro de Formação de Professores da Associação Ludus. Organizou e desenvolveu muitas dezenas de formações acreditadas sobre os mais variados temas para professores de matemática do ensino básico e secundário. No que diz respeito ao ensino da matemática dos primeiros anos, é grande adepto do sistema de Singapura tendo feito o seu comentário na edição portuguesa do já clássico livro Knowing and Teaching Elementary Mathematics de Liping Ma. É Managing Editor da Recreational Mathematics Magazine e do Jornal das Primeiras Matemáticas.

  • Carlota Simões

    Carlota Simões é Professora no Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências Tecnologia e Vice-Diretora do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. É doutorada em Matemática pela Universidade de Twente (Países Baixos) e tem o Curso Geral de Piano pelo Conservatório de Música de Coimbra. Um dos seus principais interesses é a

    Carlota Simões é Professora no Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências Tecnologia e Vice-Diretora do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. É doutorada em Matemática pela Universidade de Twente (Países Baixos) e tem o Curso Geral de Piano pelo Conservatório de Música de Coimbra. Um dos seus principais interesses é a

    Carlota Simões é Professora no Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências Tecnologia e Vice-Diretora do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. É doutorada em Matemática pela Universidade de Twente (Países Baixos) e tem o Curso Geral de Piano pelo Conservatório de Música de Coimbra. Um dos seus principais interesses é a divulgação da Matemática, que concretiza através de livros, artigos, palestras ou atividades interdisciplinares.

  • João Pedro Araújo

    Estudante do Colégio Planalto (12.o ano), integrou o grupo dos primeiros portugueses a receberem o prémio máximo do Concurso da União Europeia para Jovens Cientistas, este ano realizado em Varsóvia. Aos 16 anos recebeu o prémio das mãos do próprio Lech Walesa. João Araújo não esqueceu de enaltecer o enorme valor de outros exemplos portugueses, “O meu prémio foi o último a ser anunciado, (...), Os outros projetos, como uma mão biónica ou novas abordagens ao cancro, eram impressionantes”, mas a verdade é que apresentou uma versão «bela» de uma demonstração de um teorema matemático, tarefa mental que não fica um milímetro atrás em importância de outras tarefas de teor mais laboratorial. A demonstração existente, efetuada por Michael Kinyon, conceituado matemático norte-americano da Universidade de Denver e da Universidade Aberta, utilizava auxílio informático, facto que a tornava um pouco incompreensível. A veracidade de um teorema fica muito mais marcante se associada a um argumento elegante e belo e foi precisamente essa tarefa que João Araújo levou a cabo. Um dos objetivos de uma demonstração matemática é convencer os outros matemáticos de uma forma que eles sejam levados a pensar «O argumento é claro, quase que não podia ser de outra forma.». Sendo assim, embora condição absolutamente necessária, a veracidade de um teorema não é tudo, a clareza argumentativa também é importantíssima – de que serve um teorema verdadeiro se só existir uma pessoa conhecedora dos segredos da sua demonstração? Numa altura em que bons exemplos são tão necessários, João Araújo é um enorme exemplo de autonomia, trabalho e dedicação (para não falar do óbvio talento). Fora do colégio, pratica ténis de mesa, é voluntário na Associação de Paralisia Cerebral, e dedica-se à música. Depois do piano - toca peças de Bach, Mozart e Beethoven, por exemplo - passou à guitarra elétrica e explora alguns sons mais recentes, de bandas como Pink Floyd, Queen ou os quase esquecidos Barclay James Harvest.

  • João Paulo Malta

    Médico desde 1988 é especialista em Ginecologia e Obstetrícia. É casado e pai de quatro filhos. Atualmente a exercer funções várias na Associação dos Médicos Católicos Portugueses, foi assistente hospitalar no Hospital de S. Francisco Xavier e assistente da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa até 2002. Até 2011 foi responsável pelo sector de ecografia ginecológica e obstétrica do Hospital CUF Descobertas, tendo ainda exercido funções na Ordem dos Médicos.

  • Henrique Moser

    Henrique Moser é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa e fez uma Pós-Graduação em Direito Fiscal pelo IDEF em 2011. Está inscrito na Ordem dos Advogados desde 1997 e é sócio da Telles de Abreu e Associados desde 2014. Antes disso, estagiou na sociedade Abreu & Marques e Associados em 2001, tornando-se sócio em 2010, e foi sócio fundador da Moser & Lobo d’Avila (2010 e 2013). As suas principais áreas de prática são o Direito Comercial e Societário e o Direito Imobiliário.

  • João Pinto Coelho

    João Carlos Pinto Coelho é licenciado em Gestão pela Universidade Católica de Lisboa, onde concluiu ainda uma pós-graduação em Administração Geral. Desenvolveu a sua carreira em banca internacional de investimento no Millenium BCP, o maior banco privado português, e especializou-se em Corporate Finance in International Markets no INSEAD. Foi vice-diretor na filial de Macau, ficando responsável pelo crédito de risco nacional e internacional, e foi também responsável pelos departamentos de structure finance e credit sale. Ingressou no Grupo Pestana em 2012, o maior grupo hoteleiro português, onde é atualmente responsável pelo departamento de Corporate Finance a nível mundial.

  • Suzana Nápoles

    Suzana Metello de Nápoles é Professora do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Tem-se dedicado a atividades na área da comunicação da Matemática e colaborado em textos para o ensino e para a divulgação desta ciência. Nos tempos livres dedica-se ao desenho e aguarela, com destaque para o desenho de ilustração.

    Programa


    9:00h

    Abertura Schola Cantorum da Catedral de Santarém

    9:30h - 9:45h

    Boas Vindas

    9:45h - 10.10h

    Viva a Matemática!

    Henrique de Sousa Leitão, Universidade de Lisboa.

    10:10h - 10:35h

    A Simetria nos Açores

    Ricardo Teixeira, Universidade dos Açores.

    Dada a azáfama da vida agitada a que estamos sujeitos, muitas vezes não nos apercebemos de pequenos pormenores do dia a dia, alguns deles mesmo debaixo dos nossos pés. É o caso de interessantes padrões decorativos que encontramos em praças e passeios embelezados pela tradicional calçada portuguesa. As suas cores mais comuns são o preto e o branco, resultantes do calcetamento com pedras de basalto e calcário, produzindo-se padrões muito ricos e diversificados.
    Sem dúvida que vale a pena dedicar um pouco do nosso tempo a apreciar a bonita calçada portuguesa, uma verdadeira atração mundial. Os interessantes padrões do artesanato açoriano também não se ficam atrás, sendo igualmente ricos do ponto de vista patrimonial.
    Os padrões existentes nas calçadas, nas varandas e no artesanato podem ser estudados sob o ponto de vista matemático, o que permite uma classificação exaustiva e rigorosa de todo este património. A classificação matemática assenta no conceito de simetria, um princípio unificador de organização e forma.
    Por estabelecer um cruzamento entre a ciência, o ensino e a cultura, a exploração da Matemática das calçadas, das varandas e do artesanato reveste-se de particular interesse e será objeto da nossa atenção no decorrer desta palestra.

    Break
    10:55h - 11:15h

    Martin Gardner - A Divulgação da Matemática: Comunicação de uma Experiência Bela

    100 anos de Martin Gardner

    Jorge Nuno Silva, Universidade de Lisboa.

    Martin Gardner, o maior divulgador da matemática de sempre, nunca frequentou nenhuma aula de Matemática para além do ensino secundário. Contudo, a sua curiosidade e a sua vontade levaram-no a conseguir expor com clareza, nas páginas da Scientific American, conceitos que, reconhece, só aprendeu com muita dificuldade. Ao longo da sua vida escreveu várias dezenas livros sobre vários temas, da matemática à filosofia, passando pela magia. Em todos podemos apreciar a sua cristalina racionalidade.

    11:15h - 12:35h

    Viva a Matemática: Nos Primeiros Anos

    Ricardo Teixeira, Universidade dos Açores.

    Carlos Santos, Colégio de S. Tomás.

    Educadora Pré-Escolar, Colégio de S. Tomás.

    É opinião unânime a ideia de que quando um estudante não tem «bases» mais facilmente se perde nas aprendizagens matemáticas ao longo do seu percurso escolar. Isso deve-se ao facto da Matemática ser uma disciplina fortemente estruturada e sequencial. O que já não é tão consensual é a fase de aquisição dessas ditas bases conceptuais. Na faixa etária 3-5 anos de idade, ideias importantes sobre Propriedades e Critérios, Primeira Dezena, Forma, Espaço, Padrões, Medida, Separações-Somas-Subtrações e Ordem das Dezenas são usualmente adequadas e podem ser bem trabalhadas. É claro que há toda uma pedagogia de abordagem, muito cuidada na passagem concreto‑abstrato, e ciente de que na faixa 3-5 a capacidade infantil sofre muitas variações. Esta apresentação tem como objetivo partilhar a experiência realizada no Colégio de São Tomás, nomeadamente os manuais de Matemática utilizados. É importante frisar que estes materiais não devem ser considerados como conjuntos de «fichas de exercícios» no sentido tradicional do termo, mas como uma série de propostas de atividades, adequada aos vários momentos desta faixa etária, a que as crianças aderem de forma benéfica.

    12:35h - 13:00h

    Sebastião e Silva e a sua influência na vida de quem o conheceu

    Manuel Sebastião, Economista.

    Maria José Sebastião, Professora de Matemática

    Sobrinhos de Sebastião e Silva, os dois entusiastas da Matemática vêm testemunhar a vida do notável pedagogo e matemático do século XX e também falar sobre a sua própria experiência com a Matemática.

    Almoço
    14:30h - 14:55h

    Matemática e a Música | Do canto gregoriano a Jacques Brel: simetrias e estruturas matemáticas em música

    Carlota Simões, Universidade de Coimbra

    Reflexão, translação, rotação são alguns dos termos usados frequentemente em Matemática e associados em geral ao sentido da visão.
    Vitrais, azulejos, ladrilhos são alguns dos exemplos da vida real que apresentamos para clarificar tais conceitos junto dos nossos alunos. É no entanto possível exemplificar os mesmos conceitos usando o sentido da audição. Se no primeiro caso as coordenadas são, por exemplo, a altura e largura de um painel de azulejos ou de uma janela em vitral, no segundo caso as variáveis passam a ser o tempo e a altura do som. E em vez da visão, são necessárias a audição e a memória.
    Músicos e compositores conhecem bem estes conceitos e usam-nos com rigor e engenho. Nesta sessão vamos apresentar vários exemplos musicais de diversas épocas e estilos bem como a sua tradução para linguagem matemática, escutando composições que vão do canto gregoriano do Séc VII à banda sonora do filme Guerra das Estrelas do Séc. XX, passando pelo engenhoso Bach e pelo jovial Mozart do Séc. XVIII.

    14:55h - 15:50h

    Painel: Viva a Matemática nas coisas da vida e na vida.

    Moderador: Leila Ângelo


    A Matemática e os Jovens Cientistas

    João Pedro Araújo, Estudante do Ensino Secundário.


    A Matemática e a Medicina

    João Paulo Malta, Médico


    A Matemática e o Direito

    Henrique Moser, Advogado

    e

    A Matemática e os Negócios

    João Pinto Coelho, Gestor de Economia

    16:15h - 17:00h

    Sebastião e Silva: A Vida e a Obra de Um Matemático

    Suzana Nápoles

    17:00h

    Encerramento